Não quero ser um peixe dourado
Na estante da sala
Nadando solitário
A procura de nada.
Não quero ser o silêncio
Que invade as madruadas
No vazio do apartamento
No peito, até o coração cala.
Não quero ser apenas gratidão,
Nem somente solidão.
Não quero reconhecimento de caridade
Quero um sentimento de verdade!
Quero sentir o amor puro e límpido
correndo em minhas veias
Que extravase, goteje, caia
Sem medo, sem pudor, sem destino
Como amor de menina e menino
Que o tempo não permitiu a vida manchar.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Sem asas

Do que adianta ter um céu inteiro pra voar e não ter mais asas? Entreguei-as junto com minha alma. Agora sou apenas um corpo a vagar, sem recheio, sem anseios, sem verões nem fevereiros. Tudo já não tem a mesma graça, os olhos já não possuem o mesmo brilho. Tudo cinza, são os tons que passam pela minha retina.
Me olho no espelho e não me vejo. Há traços, linhas que não consigo decifrar o siginificado. Uma aparente matéria, sem nome, sem preço, sem endereço. Um conjunto palpável, mas vazio de sentimento.
Sem asas, resta-me caminhar pelas praias, pelos mangues, pelo asfalto. A procura de não sei o quê, que deixei não sei por onde.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Insônia
Quase três da manhã e eu aqui rolando na cama sem conseguir dormir. Alguns fantasmas de sempre que continuam a me atordoar. Outros novos (como se não já houvessem suficientes), que chegam pra me acompanhar nessa jornada que é passar a noite em claro.
Deito, rezo, peço a Deus para adormecer. Tudo em vão, porque esses demônios não me deixam, me consomem, e eu mal entendo o porquê.
Todas essas mudanças, na minha vida, em mim, qndo vou me acostumar? A ansiedade das decisões que preciso tomar. Não sei se quero, se adio, se sufoco. Enqnto decido, quem vai perdendo o ar sou eu, me esvaindo nesse oceano de incertezas que é a vida. Procuro minha coragem, não encontro! Procuro minha força, tb não acho. Logo agora que preciso tanto delas, me abandonam.
Encarar a vida, fazer sempre tudo certo, ter responsabilidades pelos atos, ser uma boa pessoa, quem disse que seria fácil? Não é fácil nem ser eu, quem dirá ser a pessoa que eu quero ser! Logo eu que sempre achei que do simples para o complexo havia uma distância tremenda. Lêdo engano! Estão tão proximos que se vc desequilibrar e der um passo pro lado errado, pode colocar tudo a perder. E eu sou uma péssima perdedora!
Só queria mesmo dormir... o sono justo das boas pessoas.
Aí me vem a pergunta: será mesmo que sou uma boa pessoa? Os demonios encostam e começa tudo outra vez.
Deito, rezo, peço a Deus para adormecer. Tudo em vão, porque esses demônios não me deixam, me consomem, e eu mal entendo o porquê.
Todas essas mudanças, na minha vida, em mim, qndo vou me acostumar? A ansiedade das decisões que preciso tomar. Não sei se quero, se adio, se sufoco. Enqnto decido, quem vai perdendo o ar sou eu, me esvaindo nesse oceano de incertezas que é a vida. Procuro minha coragem, não encontro! Procuro minha força, tb não acho. Logo agora que preciso tanto delas, me abandonam.
Encarar a vida, fazer sempre tudo certo, ter responsabilidades pelos atos, ser uma boa pessoa, quem disse que seria fácil? Não é fácil nem ser eu, quem dirá ser a pessoa que eu quero ser! Logo eu que sempre achei que do simples para o complexo havia uma distância tremenda. Lêdo engano! Estão tão proximos que se vc desequilibrar e der um passo pro lado errado, pode colocar tudo a perder. E eu sou uma péssima perdedora!
Só queria mesmo dormir... o sono justo das boas pessoas.
Aí me vem a pergunta: será mesmo que sou uma boa pessoa? Os demonios encostam e começa tudo outra vez.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Cuidados
Vc sempre disse pra eu tomar cuidado e não me envolver demais. Eu sempre achei que estava no controle e nunca liguei mto pra essas coisas.
Na verdade, até hoje eu não entendo como é possível se envolver demais ou de menos. Envolver é sempre envolver, englobar, engolir. E eu fui engolida por um sentimento que foi crescendo aos poucos, nem pude notar. Qndo me dei conta, já era mto tarde pra sair. Eu continuei!
Vivi e senti as coisas mais intensas, exponenciadas com a intensidade da minha natureza. Não sei de vc, porque a gente nunca vai saber o que realmente se passa com o outro. Sei de mim, da chama que se acendeu aqui dentro e me fez sentir viva de verdade. Cada respiração, o ar que entra pelo meu nariz e chega aos pulmões, eu sentia todo o percurso.
Sim, eu fui mto feliz! E ainda sobrou resquícios dessa felicidade que surgiu por sua causa. Não tenho cuidados para isso.
Eu não te dei ouvidos e me dei bem. Mas vc não me escutou qndo segurei sua mão e pedi para fechar os olhos e saltar. Eu fui e vc ficou.
E o mundo todo se abriu a minha frente, uma imensidão de oportunidades. Graças aos cuidados que eu não tive!
Na verdade, até hoje eu não entendo como é possível se envolver demais ou de menos. Envolver é sempre envolver, englobar, engolir. E eu fui engolida por um sentimento que foi crescendo aos poucos, nem pude notar. Qndo me dei conta, já era mto tarde pra sair. Eu continuei!
Vivi e senti as coisas mais intensas, exponenciadas com a intensidade da minha natureza. Não sei de vc, porque a gente nunca vai saber o que realmente se passa com o outro. Sei de mim, da chama que se acendeu aqui dentro e me fez sentir viva de verdade. Cada respiração, o ar que entra pelo meu nariz e chega aos pulmões, eu sentia todo o percurso.
Sim, eu fui mto feliz! E ainda sobrou resquícios dessa felicidade que surgiu por sua causa. Não tenho cuidados para isso.
Eu não te dei ouvidos e me dei bem. Mas vc não me escutou qndo segurei sua mão e pedi para fechar os olhos e saltar. Eu fui e vc ficou.
E o mundo todo se abriu a minha frente, uma imensidão de oportunidades. Graças aos cuidados que eu não tive!
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Balanço da rede
No balanço da minha rede, eu vejo a paisagem sem gente,
Vejo o céu nublado e sinto o vento frio que anuncia a chuva da madrugada.
No balanço da rede eu embalo minhas paixões mais loucas,
minhas tristezas mais ocultas e meus momentos mais introspectivos.
É no balanço da minha rede que eu sonho, que eu descanso, que recarrego.
É aqui que eu durmo e acordo, com o primeiro raio de sol.
Há quem diga que é coisa de índio,
Que é incômodo, pouco confortável.
Mas é nesse vai-e-vem que eu vivo, penso, sonho
as coisas mais intensas da minha vida!
Vejo o céu nublado e sinto o vento frio que anuncia a chuva da madrugada.
No balanço da rede eu embalo minhas paixões mais loucas,
minhas tristezas mais ocultas e meus momentos mais introspectivos.
É no balanço da minha rede que eu sonho, que eu descanso, que recarrego.
É aqui que eu durmo e acordo, com o primeiro raio de sol.
Há quem diga que é coisa de índio,
Que é incômodo, pouco confortável.
Mas é nesse vai-e-vem que eu vivo, penso, sonho
as coisas mais intensas da minha vida!
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Sim, é vc!
Vc chega envolvente, com esse jeito provocante e me tira do sério! Difícil cotrolar.
Não... a culpa não é sua! A culpa é sim da minha ânsia louca de conhecer vc.
De repente te tenho bem perto, bem ao meu alcance. Aproveito... toco, cheiro. Mas não guardo na lembranças os detalhes.
É vc, exatamente vc! Bem melhor do que eu imaginava. Me fala, me sorri de lado, como quem estivesse sem graça. E eu não me importo, apenas apeveito. E vc deixa! Deixa que eu me permita imaginar o que não posso ter... a pele, o cheiro, a voz... esse riso tímido, no canto da boca ,que me faz pensar nas coisas mais absurdas.
Mal consigo me dar conta e já estou envolvida nessa loucura que é a vontade de estar com vc, de te ter bem perto outra vez.
Ah... desde então só quero estar com vc. É vc, quem eu vi apenas uma vez e com quem pouco falo, mas que domina minhas vontades e meus desejos.
Sinto sua pele, seu cheiro, tão perto, tão ao meu alcance... mas de repente o telefone toca e eu acordo. É cedo, menos de seis horas da manhã e me dou conta de que foi tudo um sonho do qual eu não queria acordar!
Não... a culpa não é sua! A culpa é sim da minha ânsia louca de conhecer vc.
De repente te tenho bem perto, bem ao meu alcance. Aproveito... toco, cheiro. Mas não guardo na lembranças os detalhes.
É vc, exatamente vc! Bem melhor do que eu imaginava. Me fala, me sorri de lado, como quem estivesse sem graça. E eu não me importo, apenas apeveito. E vc deixa! Deixa que eu me permita imaginar o que não posso ter... a pele, o cheiro, a voz... esse riso tímido, no canto da boca ,que me faz pensar nas coisas mais absurdas.
Mal consigo me dar conta e já estou envolvida nessa loucura que é a vontade de estar com vc, de te ter bem perto outra vez.
Ah... desde então só quero estar com vc. É vc, quem eu vi apenas uma vez e com quem pouco falo, mas que domina minhas vontades e meus desejos.
Sinto sua pele, seu cheiro, tão perto, tão ao meu alcance... mas de repente o telefone toca e eu acordo. É cedo, menos de seis horas da manhã e me dou conta de que foi tudo um sonho do qual eu não queria acordar!
segunda-feira, 30 de março de 2009
Lama
Qndo a vida parece calma e que vc retomou o controle da situação. Sim, foram momentos de confusão, desacertos e desencontros. Mudou tudo de lugar, como uma enchente furiosa, que carrega as coisas mais pesadas, deixa tudo coberto de lama e entulhos.
Vc caminha com passos leves, para não turvar a água que ainda restou com a areia que se prosta no fundo.
Calma é preciso. Os cuidados necessários foram tomados e a limpeza é iniciada.
Após um tempo, tudo parece limpo, água límpida tb, e a paisagem parece voltar a ser o paraíso que sempre se perseguiu.
Mas não passa de ilusão. A limpeza não foi completa. Basta um salto e vc percebe que ainda resta lama sob seus pés e um movimento menos calculado é suficiente para sacudir essa lama e sujar tudo novamente.
São as peças que a vida nos prega, as armadilhas do amor mal resolvido, que tomou as formas de bem resolvido e vc acreditou nessa ilusão. É só tropeçar que vc sente esse resquicio no seu rosto, escorrendo até a boca, trazendo o gosto amargo do que ficou e apodreceu depois de tanto tempo.
A visão turva, vc se acha perdido, fracassado, por estar obrigado a encarar tudo de novo. Mas não dá pra agir agora. Não nesse momento em que pouco se enxerga.
É preciso deixar a lama sentar de novo e recomeçar a limpeza, com a esperança que dessa vez fique tudo claro, calmo e limpo como vc achou que estivesse.
Vc caminha com passos leves, para não turvar a água que ainda restou com a areia que se prosta no fundo.
Calma é preciso. Os cuidados necessários foram tomados e a limpeza é iniciada.
Após um tempo, tudo parece limpo, água límpida tb, e a paisagem parece voltar a ser o paraíso que sempre se perseguiu.
Mas não passa de ilusão. A limpeza não foi completa. Basta um salto e vc percebe que ainda resta lama sob seus pés e um movimento menos calculado é suficiente para sacudir essa lama e sujar tudo novamente.
São as peças que a vida nos prega, as armadilhas do amor mal resolvido, que tomou as formas de bem resolvido e vc acreditou nessa ilusão. É só tropeçar que vc sente esse resquicio no seu rosto, escorrendo até a boca, trazendo o gosto amargo do que ficou e apodreceu depois de tanto tempo.
A visão turva, vc se acha perdido, fracassado, por estar obrigado a encarar tudo de novo. Mas não dá pra agir agora. Não nesse momento em que pouco se enxerga.
É preciso deixar a lama sentar de novo e recomeçar a limpeza, com a esperança que dessa vez fique tudo claro, calmo e limpo como vc achou que estivesse.
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