quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Na solidão do meu apartamento, ouço apenas o barulho dos carros na avenida. A garôa que caía já não me faz mais companhia. Fico a sós comigo, e estranhamente não me incomodo.
Algumas lembranças suspensas na mente, que mal consigo me concentrar no que escrevo agora. Pessoas com quem estive há pouco, hoje ou ao longo da semana.
Meu corpo cansado pede cama, mas a cabeça, meio tonta, insiste em não atender esse reclame.
Quero ficar acordada e estar com quem sinto saudade. Ah! Mas são tantas saudades! Nem sei como cabem no meu peito.
Sigo tentando me acostumar com algumas e diminuir outras. Mas vou seguindo. Algumas vezes só, outras mais sozinha ainda, embora sempre com o coração cheio, nem que seja de saudades.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Sentimento Eterno

É sempre bom te encontrar, e conversar, e aproveitar esse tempo raro que temos.
Reviver momentos e alguns sentimentos. Nem precisa falar do ontem, mas do hoje, como estão nossas vidas. O ontem fica sempre suspenso nessas situações, como o sereno, que não se vê mas se sente.
A todo momento a estranha surpresa de que está tudo igual a sempre. As mesmas manias, chatas ou engraçadas. As mesmas! É como se o tempo não tivesse passado pra nós.
Tão bom sentir isso, tão bom ter vc perto, poder te tocar, te abraçar, embora evite esse tipo de contato para minha própria segurança.
Apesar de bom, essa coisa toda ainda me assusta. Acho que não me acostumei a essa paz desavisada entre nós. Aliás, ainda não me acostumei a um monte de coisas depois de vc, sem vc.
Bom saber que vc está bem, apesar d'eu acreditar que não esteja tão feliz qnto eu acho que merece. Saber dos planos... me alegra mais a atitude do querer contar do que os planos em si. De alguns, claro!
Mas torço por vc, mesmo assim. Desejo com todas as forças a sua felicidade.
Isso não é uma declaração, nem uma confissão de fraqueza, de que quero vc novamente. Só preciso contar um grande segredo ao mundo: que sentimento eterno existe!!! Não sei se posso chamar de amor, pois vc sabe bem que não gosto de denominar essas coisas imateriais. Só posso afirmar com certeza isso, que sentimento eterno existe. É esse que eu sinto por vc!
Posto a todas as provas, passando pelas maiores dificuldades, tempo, distância, confiança, sinceridade. Tenho certeza que, depois disso tudo e outras coisas mais que a gente bem sabe, esse sentimento resistirá à eternidade!

sábado, 10 de janeiro de 2009

Reencontro

Enfim te encontro...o amor!
Encontro nas lembranças...as mais belas!
Lembro tanto do gosto, da maciez da pele, do carinho, da voz.
Sinto teu amor, aqui bem perto, como era antes. O cuidado. Os momentos divididos, cada briga, cada reconciliação. Lembro da textura da pele. Cada detalhe... só não lembro mais do teu cheiro.
Forço, insisto...mas não lembro mais do cheiro, que tanto me marcou. Não sei se fico feliz o triste. Feliz por não precisar recordar quem tanto me fez sofrer, mas triste por não lembrar de um cheiro que eu tanto amei.
Choro sozinha, pela lacuna da lembrança, pela lacuna na cama. Choro com saudades de vc.
Como folha que cai da árvore e vaga ao sabor do vento, assim sou eu, cheia de saudades, mas refeita, pronta pra amar mais uma vez.
Enfim te reencontrei, AMOR. Mesmo que mágoas tenham existido, mas sei que vc aconteceu. E foi puro e forte, como eu jamais senti.
E ainda te amo... tanto, só que de uma forma difente.
Obrigada por me deixar essas boas lembramças!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Quatro sentidos

Sentada na minha varanda, vejo o rio refletindo as luzes da cidade. Pelas ruas, há tb luzes de sirenes e de pisca-piscas ainda não retirados. Vejo umas crianças brincando no parquinho aqui na frente, preocupadas apenas com o final das férias. Há pessoas caminhando, num vai-e-vem desordenado, cada uma com seus motivos para praticar exercício.
Da minha varanda escuto o barulho da rede a balançar na varanda de cima. Barulho de carros, das crianças e de buzinas.
Da minha varanda eu sinto o cheiro ruim do rio, o cheiro da cidade grande, da torrada de alho recém-saída do forno, do meu cabelo lavado, cheiro das plantas da vizinhança que não desiste de lutar contra todos esses outros cheiros.
Aqui sentada, eu sinto o vento frio da noite, que vem forte e bate no meu rosto sem aviso nem dó. Emaranha meus cabelos e esfria minha pele. Sinto uma saudade de quem está longe, de quem nem tão longe assim está, de quem acaba de me ligar, de quem vou ver amanhã e de quem talvez nunca mais veja. Sinto uma vontade de estar com alguém, não sei quem, só pra compartilhar esse momento de observação.
Procuro na caixa das lembranças um momento assim. Não encontro. É tudo novo, tudo tensão e atenção. É tudo maravilha da descoberta.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Para onde foi o amor??

Há mto não consigo escrever sobre amor. Sequer consigo falar...
Depois que minha Nina se foi, parece que meu coração enrigeceu, quase já não bate. Difícil sentir, seja lá o que for. Até a raiva tornou-se volátil, não dura mais que 5 minutos.
Nem as lembranças ajudam a reproduzir esse sentimento que morava em meu peito. Simplesmente não restou vestígio.
Sem amor, mas tb sem raivas, sem amarguras. Sigo como um caderno novo, com folhas em branco. Sem passado, mas com pretenção de rabiscar cada espaço vago.
Mais um dia desse ano novo que escrevo meu presente. Sem grandes acontecimentos, mas com cada risco consciente.
Com paciencia, espero o amor passar por aqui novamente. Enquanto espero, vou me cuidando para que dessa vez ele se demore mais.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Ano Novo, de novo!

Primeira postagem do ano e eu nem sei sobre qual tema escrever. Foram tantos acontecimentos que mexeram comigo que nem sei a qual deles dar mais atenção.
A começar por um reveillon sem cara nehuma de festa de fim de ano. Parecia mais uma festa qualquer. Mas desconfio que o preblema era comigo e não com a festa. Estava fria, cética, sem querer pensar em mta coisa.
Os dias que se seguiram foram de mais farras normais, algumas intrigas, casamento(não o meu), gente de longe, gente de mto perto...o povo de sempre.
Até culminar numa discussão de cinema, com direito a gritaria e tapa na cara. Não na minha, claro. Eu que dei e me arrependo só de não ter empregado mais força. O rosto contemplado: da minha irmã.
Nossa prrimeira briga de convivência. Ditar regras, todo mundo quer. Mas segui-las, eis o problema! E nisso envolve toda aquela discussão de que eu sou diferente. E parece até que por isso tenho que ser "domesticada" com regras que só servem pra mim.
Aceitar as diferenças. Coisa mto difícil. E olha que nem mostrei quão diferente eu ainda posso ser. Enqnto as pessoas estão mais preocupadas com o que os vizinhos vão pensar do que com seus próprios sentimentos, ou com os sentimentos de quem divide o teto com vc.
Eu vou de encontro a isso, como a mtas outras regras impostas pela sociedade, e por isso ganho um rótulo de "doida", "inconsequente", e até de "Rippie". Acho até engraçado. Como se fosse o maior dos pecados ser diferente. Como se o que sempre fez essa humanidade caminhar não fosse essa mesma diferença que hoje me isola e me deixa em posição desfavorável dentro da minha própria casa.
Os anos passam e essas diferenças só tendem a crescer...

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

31

É chagado o último dia do ano. E o que esse número trás de expectativas... Milhares de sonhos que ganham força, novas promessas, ou as mesmas velhas mais uma vez. Perder peso, estudar mais, arrumar um namorado(a), curar um amor, arrumar um novo amor, comprar um carro, um imóvel, arrumar um emprego. Promessas e uma esperança gigantesca de cumprí-las. Isso tudo porque apenas mais número foi acrescido ao calendário, troca-se um 8 por um 9.
Os dias continuam os mesmo, a sequencia da semana, igualzinha. Nada mais claro, nada mais escuro, ou mais longo, ou curto.
Dia 31 de dezembro! É dia de roupa nova, principalmente peça íntima. Cada um escolhe a cor do seu pedido para o ano seguinte. É dia de estar com quem amamos, seja de corpo presente ou em pensamento, para os que estão distantes. Um ótimo dia para reconciliações, resolver problemas mal resolvidos, saldas as dívidas de dinheiro e de sentimento também, por que não?
Um dia comum, que antecede mais outro dia comum, igual a todos os dias, com as mesmas 24h. Mas se faz necessária essa diferenciação, essa renovação, essa contagem. Por tantos motivos que poderia passar o novo ano inteiro elencando-os. O que merece destaque é a renovação da ESPERANÇA.
Que seja uma "esperança" não de "esperar", mas de fazer acontecer. De viver mais, sentir mais, fazer mais, buscar mais.
Que dias melhores realmente venham, não porque rogamos por isso, mas porque podemos agir para isso.
Um feliz 2009 para todos!