domingo, 6 de março de 2016
Para um amor que ainda cresce aqui
Já faz mais de um mês que te vi. E as lembranças ainda são latentes. O último beijo, o último toque, teu último suspiro embriagada de prazer.
Sei que a gente tentou, mas alguma coisa desandou. E não foi culpa de ninguém. As mágoas existiram, mentiras e frustrações. Promessas vazias. Mas em que tribunal se julga um amor que não foi vivido? O tempo é nosso grande juiz. Dá a todos o que plantaram, oportunidade de colher o que cultivaram. E foi realmente amor o que existiu.
Só porque teve fim, não ousaria dizer que não foi real. E quem disse que chegou ao fim?
Tenho estudado tanto e fixado a clausula "rebus sic stantibus", que que dizer "enquanto durar". E foi lindo, foi intenso, não tenho do que duvidar.
Tantas vidas passaram nas nossas depois que a gente se conheceu. E quando foi mesmo que a gente se conheceu? Não sei te precisar uma data. Sei qual o dia que te reencontrei, e que saí de casa dizendo "ela é complicada, não dá pra rolar nada de mais". Talvez eu nunca tenha te dito isso, talvez nunca tenha te dito tantas coisas que pensei a teu respeito e que mudei quando entendi que julgar os outros é uma maneira rasa de viver a vida.
Fui tão feliz... e ainda sou, só com a lembrança do teu toque no meu rosto. Nosso primeiro beijo desastrado, e aquela conversa sem fim que não te deixava ir dormir.
E depois a gente não se desgrudou mais, nem um dia sequer sem ouvir tua voz. E foi acontecendo, sem querer, a gente se envolvendo... Porque deve ser assim que o amor acontece. E era tudo tão estranho (risos). Como uma sereia, vc foi me encantando...
E a gente foi ficando, se envolvendo e se entregando... Também brigamos, terminamos, nos afastamos mas depois voltamos. Era difícil ficar distante. E ainda é.
Então viajamos, e foram dias de sonho, lugares dos sonhos, mesmo com grana pouca e alguns perrengues.
Mas gritamos alto nossa felicidade e ecoou em corações infelizes. E o seu passado ressurgiu e interrompeu nossa calmaria.
Sim! Foi sua escolha, foram suas necessidades, suas questões mal resolvidas postas a prova. Eu paguei caro, vc tb. E devemos estar pagando ainda, mesmo que em suaves prestações.
Tentei... Agora falo de mim. E acho que vc tentou também. Nos machucamos, nos magoamos. Talvez eu tenha saído mais ferida. E hoje, te digo, estou refeita. Desmontei e remontei minha vida. E quando penso nesse "fim", não foi dos piores. Já sofri muito mais por criar expectativas. Talvez seja mesmo por isso que tenha sido "tranquilo". Porque desde aquele início, eu sabia que era complicado.
Você me viu desfeita, mas eu estava inteira no momento em que a gente se beijou, na primeira vez. Foi naquela hora que eu decidi, é isso que eu quero a partir de agora. E me lancei, me joguei, insisti. E vc, querendo ou não, não sei, me acompanhou.
E vivemos dias lindos, experiências incríveis. Manhãs de sol e de chuva. Com sorrisos e atropelos. Fizemos planos, alguns. Mas não nos algemamos. Sempre foi muito livre, muito solto, muito fluido.
Hoje, mesmo com esse "fim", o amor ainda habita aqui. Mesmo a "contrario sensu", mesmo que nem vc acredite. Eu vi a fagulha de amor aí dentro dos seus olhos cor de chocolate. Vi a primeira vez em Maracaípe, vi em Cusco, vi na subida da montanha Machu pichu... e na descida tb. Vi mesmo depois do "fim", em cada vez que a gente se encontrava, em cada dia em que vc acordava ao meu lado.
Hoje, agora, eu não quero saber como vai ser. Adoro essas surpresas da vida. E pra ser "surpresa" eu não posso interferir. Só sei que mesmo depois desse tempo, que ainda nem é tanto, mesmo com essa distância, que nem é muita, esse amor ainda cresce aqui.
Não se preocupe. Não me sinto presa. Me sinto mesmo cheinha de amor pra dar. me sinto plena e completa. Pronta para amar... E o que virá, será novo. E sempre será. Pois mesmo que se tente retomar uma relação antiga, nunca será como antes.
O tempo, minha linda, é implacável e parece sempre brincar. Sempre nos traz surpresas, basta a gente acreditar.
Prepare seu coração. Depois da tempestade, sempre vem a bonança.
ENTREGA, CONFIA, ACEITA E AGRADECE. Pois é na dificuldade que nossa fé cresce.
Só me promete uma coisa: que vai se cuidar, que vai olhar mais para vc, que vai sonhar. Sinto falta de sonhos no teu olhar. Porque a gente precisa viver tendo em que acreditar.
Meu coração vai ser sempre um porto seguro para vc ancorar.
Aconteça o que acontecer, para sempre vou te amar.
Para K.
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
Aos cinco anos de idade quis ser freira, inspirada por minha tia Ninha e pela influencia que a minha família católica impunha em minha vida. Aos sete, quis ser pianista, depois, cientista. Aos oito, veterinária, e começou minha paixão por felinos. Depois questionava meus pais sobre o que eles queriam que eu fosse, e eles diziam: bancária, e mesmo sem saber, assim quis ser... Mas não demorou muito. Aos treze ou quatorze, conheci a biologia e quis ser bióloga. Me embrenhar no mato e catalogar tudo quanto era bicho ou planta. Queria ser bióloga. E assim sonhei até meus dezessete. Ah, também quis servir à Pátria e tentei concurso para o exercito. Escrevi para o comandante da EsPCEx aos dezesseis, questionando o porquê de recusa do sexo feminino. Tive uma resposta, pasmem. E tentei ainda por alguns anos. Exercito e Aeronáutica. Chegou a hora do vestibular. Passou pela cabeça farmácia, ciências biológicas, fisioterapia, até decidir por odontologia, por influência de outra tia minha, tia Gal. E foi bomba! Prestei Direito na Unicap, porque meu pai insistiu. E passei. Comecei e terminei meio que sem querer. Ainda com muita biologia na cabeça e uma paixão revivida pelo handebol no coração. Veio a OAB e sabe Deus como passei de primeira. Eu não queria nada com a vida. Advoguei um pouco, aprendi muito, conheci muita gente boa... E muita gente ruim também. Fiz concurso para polícia, passei quatro ano esperando. Quando resolvi deixar a pátria e cruzar o oceano, com mês, o Estado de Pernambuco resolveu chamar meus préstimos. Eu voltei, com um aperto no coração. Mas hoje sei que estou no meu lugar, no melhor que eu sei fazer. E depois de tanta peregrinação, depois de tantas dúvidas, sei que é aqui que faço meu melhor e sou apaixonada por isso. Apesar dos riscos, das dificuldades, do dinheiro pouco, das mazelas desse cargo público. É aqui que ero estar. É na segurança pública que quero crescer. É aqui que me realizo. Pois, na verdade, esse sempre foi meu chamado, minha vocação. Onde posso servir, onde posso fazer algo de bom pela humanidade. O que eu sempre quis, o que sempre me foi determinado no meu íntimo, o que Deus me reservou. Sou feliz, é o que tenho a dizer. Do meu sonho de criança, sinto-me realizada!E não posso esquecer que tenho conhecido pessoas maravilhosas nessa jornada.
segunda-feira, 15 de junho de 2015
Sertão
Voltando hoje, depois de alguns anos. Texto antigo, ainda em construção. Mas que vale muito a pena compartilhar.
Sertão
Só quem esteve no sertão sabe a grandeza daquele lugar. Se embrenhar nas caatingas, ver o pôr-do-sol no horizonte sem fim. A terra é seca, o calor escaldante, mas há aconchego no rosto cansado do sertanejo, que logo oferece uma xícara de café pra quem se aprochegar.
Povo mais paciente não existe. Na beira da estrada, nem sequer uma sombra pra aliviar, espera horas e horas uma lotação passar. Isso depois de uma longa caminhada, coisa de duas ou três léguas, que o povo da cidade não sabe contar.
O lugar é esquecido, não chega nem água, quanto mais gente interessada em ajudar. Enquanto nas mídias vê-se farras com dinheiro público, ladrão fino de colarinho branco que não pode dividir o cárcere com seus iguais, o povo vive à mingua, e nem sei mesmo se aquilo é vida.
Só poeira e mormaço na estrada espinhosa e pedregosa. O mato seco que espera a chuva com tanta paciência quanto o sertanejo. E quando cai uma gota se farta, floresce como se fosse chuva de janeiro. É a vida que fica alí escondida, camuflada no castanho da paisagem.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Futuro do Presente
Por todos os encantos
Me encantarei.
Onde eu estiver, eu sentirei
Sua presença dentro de mim.
Enquanto houver canção,
Eu cantarei.
E quando o amor chamar,
Eu irei,
Buscando sempre seus mistérios desvendar.
Nas armadilhas da vida,
Eu já caí
Muitas desilusões eu já sofri.
Numas até eu me perdi.
Mas agora posso me encontrar,
Pois tenho você para amar.
Me encantarei.
Onde eu estiver, eu sentirei
Sua presença dentro de mim.
Enquanto houver canção,
Eu cantarei.
E quando o amor chamar,
Eu irei,
Buscando sempre seus mistérios desvendar.
Nas armadilhas da vida,
Eu já caí
Muitas desilusões eu já sofri.
Numas até eu me perdi.
Mas agora posso me encontrar,
Pois tenho você para amar.
quarta-feira, 16 de março de 2011
ar condicionado
Estou cheia...
De pensamentos, de sentimentos, de saudades.
Chego na janela e fumo um cigarro.
Ninguém na rua, ninguém para compartilhar.
Permaneço cheia, de cerveja, de fumaça
Só o barulho dos ar-condicionados
Que são tão complexos que
Não sei se continuarm com hífen pelas novas regras,
Ou se flexionam os dois substantivos no plural.
Sei que seus barulhos me preenchem,
E me são suficientes,
Nessa madrugada vazia,
Que não muda e nem acalma,
Meu coração cheio de dúvidas,
Esperando um sinal.
Não sei se espero o dia ou se adormeço.
Me deixo assim, na ventura, nesse "pedestal".
De pensamentos, de sentimentos, de saudades.
Chego na janela e fumo um cigarro.
Ninguém na rua, ninguém para compartilhar.
Permaneço cheia, de cerveja, de fumaça
Só o barulho dos ar-condicionados
Que são tão complexos que
Não sei se continuarm com hífen pelas novas regras,
Ou se flexionam os dois substantivos no plural.
Sei que seus barulhos me preenchem,
E me são suficientes,
Nessa madrugada vazia,
Que não muda e nem acalma,
Meu coração cheio de dúvidas,
Esperando um sinal.
Não sei se espero o dia ou se adormeço.
Me deixo assim, na ventura, nesse "pedestal".
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Em Tempo
É tempo de leveza,
de sentir-se em campo aberto dentro de quarto trancado
de sentir-se de peito aberto em meio a leões enjaulados
e dragões capazes de gerar fogo
É tempo de enfrentar o novo,
de sentir-se livre mesmo de corpo enlaçado,
de pôr-se despida diante de olhos franjados
capazes de enxergar com nitidez as águas outrora turvas de meus vales
É tempo de estar em paz
É tempo de andar em pares
É tempo de estar no tempo em que a fome não se desfaz
Quer-se mais de tudo:
do beijo,
do cheiro,
do gosto,
do mundo
Quer-se mais dos ares:
asas que,
mesmo no compasso dos mais intensos ventos,
não perdem a mansidão da música,
a certeza do retorno,
o caminho do mapa,
a indicação da bússola,
a amplitude do vôo:
é tempo de amar de novo.
(Marina Porteclis)
de sentir-se em campo aberto dentro de quarto trancado
de sentir-se de peito aberto em meio a leões enjaulados
e dragões capazes de gerar fogo
É tempo de enfrentar o novo,
de sentir-se livre mesmo de corpo enlaçado,
de pôr-se despida diante de olhos franjados
capazes de enxergar com nitidez as águas outrora turvas de meus vales
É tempo de estar em paz
É tempo de andar em pares
É tempo de estar no tempo em que a fome não se desfaz
Quer-se mais de tudo:
do beijo,
do cheiro,
do gosto,
do mundo
Quer-se mais dos ares:
asas que,
mesmo no compasso dos mais intensos ventos,
não perdem a mansidão da música,
a certeza do retorno,
o caminho do mapa,
a indicação da bússola,
a amplitude do vôo:
é tempo de amar de novo.
(Marina Porteclis)
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Poema para alegrar teu dia
O começo
Querer bem
Nem sempre a gente escolhe
A quem.
Quando sentimento alaga o peito
Você pode ter todos os defeitos
Mas isso nada mudará.
O que mais importa é ficar
Do teu lado, bem pertinho
Te encher de carinhos
Te abraçar com paixão
Quem sabe assim
Espantar a solidão.
Nem sempre a gente escolhe
A quem.
Quando sentimento alaga o peito
Você pode ter todos os defeitos
Mas isso nada mudará.
O que mais importa é ficar
Do teu lado, bem pertinho
Te encher de carinhos
Te abraçar com paixão
Quem sabe assim
Espantar a solidão.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Meu desejo
Meu desejo maior é que a gente se acrescente, que possa somar na vida da outra, apresentar o novo, compartilhar o que há de melhor em cada uma.
Meu desejo é que a gente dê certo (e vem dando), que a gente se liberte dos velhos carmas, que cicatrizem as feridas e não importem as marcas.
Meu desejo é poder amar de novo, intensamente, despida de todos os medos. Porque pra ser amor, tem que ser assim.
Meu desejo é dormir emaranhada em teus cabelos, e acordar com tua mão me procurando na cama, me puxando para perto de vc.
Meu desejo é poder dividir meus mais intensos sentimentos, sejam eles quais forem.
E, apesar disso, nunca esquecer que mesmo sendo muito, um relacionamento não é tudo.
Meu desejo maior é poder te fazer feliz, e assim, poder viver na mais intensa felicidade.
Meu desejo é que a gente dê certo (e vem dando), que a gente se liberte dos velhos carmas, que cicatrizem as feridas e não importem as marcas.
Meu desejo é poder amar de novo, intensamente, despida de todos os medos. Porque pra ser amor, tem que ser assim.
Meu desejo é dormir emaranhada em teus cabelos, e acordar com tua mão me procurando na cama, me puxando para perto de vc.
Meu desejo é poder dividir meus mais intensos sentimentos, sejam eles quais forem.
E, apesar disso, nunca esquecer que mesmo sendo muito, um relacionamento não é tudo.
Meu desejo maior é poder te fazer feliz, e assim, poder viver na mais intensa felicidade.
Quando estou contigo
Quando estou contigo, não há mais ninguém a minha volta
O mundo fica colorido
E o vento sopra sempre uma suave melodia
Que me entorpece, me encanta.
Quando estou contigo, perco a noção do tempo
Não preciso de relógio,
Nem de claro ou escuro
É sempre tempo de ser feliz.
Quando estou contigo, minha voz muda
Meu coração bate em outro compasso
Quase perco meu fôlego
Com teus beijos que me transportam daqui.
Quando estou contigo, eu sou mais eu
Eu sou mais vc também
E torço muito para que sejamos mais nós
Hoje e cada dia mais.
O mundo fica colorido
E o vento sopra sempre uma suave melodia
Que me entorpece, me encanta.
Quando estou contigo, perco a noção do tempo
Não preciso de relógio,
Nem de claro ou escuro
É sempre tempo de ser feliz.
Quando estou contigo, minha voz muda
Meu coração bate em outro compasso
Quase perco meu fôlego
Com teus beijos que me transportam daqui.
Quando estou contigo, eu sou mais eu
Eu sou mais vc também
E torço muito para que sejamos mais nós
Hoje e cada dia mais.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
"Meu mundo se resume a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas, a respostas que não me servem, à constante perseguição do que ainda não sei. Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo, mas me sinto."
(Martha Medeiros)
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
I am the righway
Poema sem título
Deixemos tudo combinado
Cada um vai pro seu lado
Aparemos as arestas
E viveremos com o que nos resta.
Eu sigo meu caminho
Bem traçado, mas sozinho
Você permanece estanque
Vivendo sua vida falsa
Imitação de diamante.
E me dizem que tudo passa
Talvez o amor vá junto.
Igual se enterra um defunto
Enterrei o meu na tua farsa.
Não sei se isso basta
Pois como espíritos da noite
Podem fazer de açoite
As lembraças desse amor
Transformando minha paz
Em um filme de terror.
Cada um vai pro seu lado
Aparemos as arestas
E viveremos com o que nos resta.
Eu sigo meu caminho
Bem traçado, mas sozinho
Você permanece estanque
Vivendo sua vida falsa
Imitação de diamante.
E me dizem que tudo passa
Talvez o amor vá junto.
Igual se enterra um defunto
Enterrei o meu na tua farsa.
Não sei se isso basta
Pois como espíritos da noite
Podem fazer de açoite
As lembraças desse amor
Transformando minha paz
Em um filme de terror.
domingo, 29 de agosto de 2010
Nova

Estar livre dentro de mim,
Sem amarras nem amores que me prendam.
Poder ir e vir sem sair do lugar.
Poder planejar.
E cumprir.
Ainda existem as lembranças,
a saudade, o amor, o respeito.
Joguei fora o ressentimanto,
o rancor, a mágoa.
Me enchi de coragem e
Pé na estrada.
Aplacar minha sede de conhecimento,
Vasculhar minhas necessidades.
Tirei você da minha vida, e,
De repente, o mundo veio parar
Dentro de mim.
sexta-feira, 30 de julho de 2010

É só deixar o vento te levar.
Vc verá coisas que jamais imaginou existir.
Não, não são coisas imaginárias, não são coisas de outro mundo.
Mas vc vai conhecer mundos diferentes nesse mesmo mundo em que vc costuma habitar.
Liberte-se, abandone a casca, não tenha medo de ser livre.
A liberdade tem um preço, mas vc pode pagar em suaves prestações.
Cada descoberta te revigorará.
Deixe o vento entrar em suas veias e correr junto com seu sangue.
Vc saberá de sua capacidade e se surpreenderá.
Terá certeza de que ela é infinita,
Assim como também é as várias maneiras de olhar pela janela.
Cada dia um quadro novo da mesma paisagem.
A vida é como um trem.
Vc pode escolher se olha pra dentro e vê sempre a mesma paisagem imóvel.
Se olha pra fora e exerga o dinamismo das coisas,
Ou ainda se desce e decide fazer parte das mtas estações.
Saudades de Dublin
Você não precisa de uma razão. Basta sentir a falta da pessoa. E, estando juntos, tratarem-se bem.Difícil exemplificar o que é tratar bem. Se são amigos mesmo, não precisam nem falar, podem caminhar lado a lado em silêncio. Não é preciso trocar elogios constantes, podem até pegar no pé um do outro, delicadamente. Não é preciso manifestações constantes de carinho, podem dizer verdades duras, às vezes elas são necessárias. Mas há sempre algo sublime no ar entre dois amigos de verdade. Talvez respeito seja a palavra. Afeto, certamente. Cumplicidade? Mais do que cumplicidade. Sintonia?Acho que é amor.
(Autor desconhecido)
(Autor desconhecido)
quarta-feira, 28 de julho de 2010
C.
É engraçado como a gente pode se apaixonar por alguém que nunca viu antes. Uma pessoa totalmente desconhecida, que vc nem sabe o nome ao menos. Mas aquela pessoa te olha diferente, e tenta chamar sua atenção de alguma maneira que só vc percebe. De repente, mal se dá conta, vc já está sentada ali ao lado, sem conseguir falar uma palavra por conta do nervosismo que lhe consome. A face começa a ganhar uma coloração avermelhada e a ponta das orelhas fervem. O suor começa a lavar seu corpo, mesmo num frio de 14 graus.
Ocorre uma troca de olhares, porque as palavras não chegam até a boca, e o embaraço dessa situação não ajuda.
Alguém precisa iniciar a conversa. As primeiras palavras não passam de trivialidades.
Pensar rápido, não cometer erros, porque no fundo vc quer impressionar. Isso pouco importa, mas é uma boa impressão a que vc pretende deixar nesse primeiro contato.
Rapidamente a conversa começa a fluir e vc só torce para que esse rubor diminua, que não se perceba o tão desconcertada vc se encontra. As idéias começam a brotar na cabeça, tanto quanto o suor que escorre pelo corpo. Mil perguntas a fazer, mas a boca ainda não responde aos comandos e a conversa se torna um monólogo interessante. Talvez um quizz, só perguntas e vc responde, embaraçosamente.
Por mais desconcertante que seja essa situação, é como um caminho que se abre a sua frente, cheio de coisas novas a explorar. Resta só fazer com que a boca responda ao cérebro e esperar mais um momento como esse, torcer para que surja um diálogo e, enfim, o que não passa de suposição se concretizar.
Dublin, 13 de julho de 2010.
Ocorre uma troca de olhares, porque as palavras não chegam até a boca, e o embaraço dessa situação não ajuda.
Alguém precisa iniciar a conversa. As primeiras palavras não passam de trivialidades.
Pensar rápido, não cometer erros, porque no fundo vc quer impressionar. Isso pouco importa, mas é uma boa impressão a que vc pretende deixar nesse primeiro contato.
Rapidamente a conversa começa a fluir e vc só torce para que esse rubor diminua, que não se perceba o tão desconcertada vc se encontra. As idéias começam a brotar na cabeça, tanto quanto o suor que escorre pelo corpo. Mil perguntas a fazer, mas a boca ainda não responde aos comandos e a conversa se torna um monólogo interessante. Talvez um quizz, só perguntas e vc responde, embaraçosamente.
Por mais desconcertante que seja essa situação, é como um caminho que se abre a sua frente, cheio de coisas novas a explorar. Resta só fazer com que a boca responda ao cérebro e esperar mais um momento como esse, torcer para que surja um diálogo e, enfim, o que não passa de suposição se concretizar.
Dublin, 13 de julho de 2010.
Escotland, July 21th, 2010.
O mundo não é tão grande quanto a gente pensa que é.
Os sonhos não precisam ser impossíveis.
Desejos podem se tornar realidade com apenas um pouco de coragem.
A vida é bem mais curta do que a gente imagina.
O amor pode sim ser eterno.
Você pode sempre ser melhor do que já é.
E pode também fazer algo para melhorar o mundo,
Para melhorar a vida das pessoas ao seu redor.
E quem duvida de qualquer dessas coisas é porque não me conhece.
Os sonhos não precisam ser impossíveis.
Desejos podem se tornar realidade com apenas um pouco de coragem.
A vida é bem mais curta do que a gente imagina.
O amor pode sim ser eterno.
Você pode sempre ser melhor do que já é.
E pode também fazer algo para melhorar o mundo,
Para melhorar a vida das pessoas ao seu redor.
E quem duvida de qualquer dessas coisas é porque não me conhece.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
De partida
Eu não preciso de suas lágrimas na hora da minha partida;
Eu não quero ouvir sobre seus sentimentos depois de tanto tempo de ausência;
Não quero saber do seu carinho, do seu respeito nem das suas saudades.
Preciso sim da sua presença no meu dia-a-dia,
nesses últimos dias.
Preciso do seu calor, do seu abraço, que me complete com sua companhia.
Quero mesmo é seus olhos olhando nos meus, me dizendo o que não mais preciso ouvir.
Não arrumei ainda as malas, mas está perto o dia da partida.
Não quero levar o que não importa:
as desavenças, o orgulho, o rancor, todas as coisas mal resolvidas.
Quero levar as boas lembranças e a presença real no peso da saudade de quem amo.
E pretendo deixar o meu cheiro, o meu riso, o meu jeito estranho de ver o mundo
E de me relacionar com as pessoas.
Quero deixar aquela boa saudade de tomar uma cerveja gelada
Num dia qualquer, sem ter nem pra quê.
Pra falar de bobagem ou coisas sérias, tanto faz.
Porque o que sempre importou foi o momento único de estar com quem me importo
Com quem eu amo!
Eu não quero ouvir sobre seus sentimentos depois de tanto tempo de ausência;
Não quero saber do seu carinho, do seu respeito nem das suas saudades.
Preciso sim da sua presença no meu dia-a-dia,
nesses últimos dias.
Preciso do seu calor, do seu abraço, que me complete com sua companhia.
Quero mesmo é seus olhos olhando nos meus, me dizendo o que não mais preciso ouvir.
Não arrumei ainda as malas, mas está perto o dia da partida.
Não quero levar o que não importa:
as desavenças, o orgulho, o rancor, todas as coisas mal resolvidas.
Quero levar as boas lembranças e a presença real no peso da saudade de quem amo.
E pretendo deixar o meu cheiro, o meu riso, o meu jeito estranho de ver o mundo
E de me relacionar com as pessoas.
Quero deixar aquela boa saudade de tomar uma cerveja gelada
Num dia qualquer, sem ter nem pra quê.
Pra falar de bobagem ou coisas sérias, tanto faz.
Porque o que sempre importou foi o momento único de estar com quem me importo
Com quem eu amo!
quinta-feira, 20 de maio de 2010
ID
No início era apenas ANA.
Também já foi Noca, Nita, Nana.
Tão pequena e desengonçada,
Mas sempre esteve rodeada de amigos, família,
das pessoas que lhe amavam.
Foi crescendo e ganhando outros contornos.
Parecia até que as pernas cresciam mais que o corpo.
Ficou grande, ficou forte, ficou larga.
Ocupava mais espaço do que gostaria.
Com toda sua timidez, quase passava despercebida.
Com o tempo, começou a assumir responsabilidades.
E a querer preencher de histórias
O espaço que seu corpo ocupava no mundo.
Cresceu ainda mais, e apareceu!
Se tornou AMÉLIA! Sim, a mulher de verdade!
E assim passou a descobrir o mundo
E descobrir também sua capacidade.
Fez novos amigos, agregou pessoas.
Descobriu o amor e nunca mais foi a mesma.
Nem ANA, nem AMÉLIA, nem mesmo ANA AMÉLIA.
Tentou Amelie, mas também não funcionou.
Sem identidade, descobriu que é cidadã do mundo.
E resolveu se dar asas, voar por aí,
por sobre os mares, campos e montanhas.
Quer sentir a neve!
Se vai voltar? Não sei.
Com mesmo nome? Provável que não.
Mas sempre haverá um pouco de ANA,
de AMÉLIA, de Amelie, em seu coração.
Também já foi Noca, Nita, Nana.
Tão pequena e desengonçada,
Mas sempre esteve rodeada de amigos, família,
das pessoas que lhe amavam.
Foi crescendo e ganhando outros contornos.
Parecia até que as pernas cresciam mais que o corpo.
Ficou grande, ficou forte, ficou larga.
Ocupava mais espaço do que gostaria.
Com toda sua timidez, quase passava despercebida.
Com o tempo, começou a assumir responsabilidades.
E a querer preencher de histórias
O espaço que seu corpo ocupava no mundo.
Cresceu ainda mais, e apareceu!
Se tornou AMÉLIA! Sim, a mulher de verdade!
E assim passou a descobrir o mundo
E descobrir também sua capacidade.
Fez novos amigos, agregou pessoas.
Descobriu o amor e nunca mais foi a mesma.
Nem ANA, nem AMÉLIA, nem mesmo ANA AMÉLIA.
Tentou Amelie, mas também não funcionou.
Sem identidade, descobriu que é cidadã do mundo.
E resolveu se dar asas, voar por aí,
por sobre os mares, campos e montanhas.
Quer sentir a neve!
Se vai voltar? Não sei.
Com mesmo nome? Provável que não.
Mas sempre haverá um pouco de ANA,
de AMÉLIA, de Amelie, em seu coração.
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