sábado, 31 de janeiro de 2009

Alanis [2]


Acordei sem querer despertar, extasiada com o show de ontem. Fiquei relembrando cada detalhe, cada música e suas sequencias.

Desde meus 14 anos que sonho com esse dia, estar num show de Alanis Morissette. Ontem, esse sonho virou realidade. Foi tão impressionante que eu só caí na real qndo a vi no palco. Cantou, dançou, pulou e bebeu mta água. Foi um verdadeiro espetáculo.

Eu ficava fechando os olhos e sentindo a música tocando meu corpo, que se arrepiava inteiro. Tive até vontade de chorar, mas me contive.

Poucas pessoas têm conhecimento dessa minha paixão por Alanis. Talvez a maior testemunha seja minha irmã, que era forçada a ouvir as músicas repetidamente lá em casa. Ouviu tanto que até aprendeu a cantar.

Fiquei mto satisfeita, realizada... mas com aquele gostinho de "quero mais". Queria tudo de novo, afinal, a gente nunca se contenta.

Superou minhas expectativas, ela esteve maravilhosa, como eu sempre via apenas na TV.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Alanis

Show de Alanis Morissettte = euforia, ansiedade, entusiasmo, alegria... sonho realizado!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Bem-vinda, Tristeza!

Hoje a Tristeza resolveu me visitar. Entrou sem nem tocar a campanhia, esgueirando-se pelas brechas da porta. Invadiu meu lar, resolveu me fazer companhia nesse dia, que nem o Sol se atreveu a acompanhar. Mandou a Chuva, que caía como lágrimas na minha janela.
Ficamos aqui, eu e a Tristeza, quase imóveis, encarando uma a outra.
Estranhamente, também não me incomodei, assim como vem ocorrendo com a Solidão. Simplesmente contemplei e até agradeci, porque é melhor ter a Tristeza do que o Vazio completo. Isso eu já aprendi.
Talvez ela se vá à noite, ou amanhã pela manhã. Só espero que ela não se demore por aqui. Mas deixo o convite para que me faça outras visitas, pois até a Tristeza é necessária para esvaziar nossos corações quando estão repletos de Felicidade, para que mais Felicidade possa caber.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Era uma vez...

Era uma vez uma menina, que nunca fugiu das responsabilidades de sua idade. Aprendeu cedo o que é amizade e sempre soube dar valor a isso. Foi julgada por muitos, mal interpretada por outros, mas também conquistou espaço e respeito de quem lhe interessava.
Conheceu o amor, seus encantos e desencantos. Foi mto feliz, mas tb sofreu e chorou. Cresceu!
Hoje é uma mulher, ainda meio menina, pois não deixa de se encantar com as pequenas descobertas da vida. Realizou sonhos e fantasias. Mas renovou tudo isso, pra nunca parar de sonhar. Como ser humano que é, superou mtas expectativas e frustrou outras, conseguindo sempre um saldo positivo no final desses cálculos.
Diante de suas conquistas, faz um regresso e lembra de como não faz mto tempo que sonhava com sua vida exatamente como é agora... e se alegra com isso.
E continua querendo mais! Não com ambição ganaciosa, mas com a inquietação de não parar, porque sabe que pode ir mais longe.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Acaba de me ventilar a idéia de escrever um texto pseudo-erótico! =)
Mas fica pra outro momento.
E minhas amigas que leem e fazem comparações sobre o que eu digo e escrevo, por favor, podem clicar aí no link de "companheiras", e coloquem suas carinhas a mostra!
Eu sei que vcs depois vão me cobrar!

Despindo-me

Acabo de excluir minha última recém-postagem (não sei se o hífen permanece segundo as novas regras gramaticais). Achei um tanto distante das minhas reais intenções. E só pra não deixar tão vago, era entitulada "Autopropaganda".
Na verdade, eu quero mesmo escrever sobre o desprendimento, o despir-se do meu ser. Uma vontade de me desapegar às antigas experiências sentimentais. Não, não é esquecê-las! Mas deixar pra trás, retirar cada peça que ainda pesa na mala que carrego nessa viagem, que é a vida! Quero peças novas, novas cores, novos amores, novas aventuras. Quero descascar, despelar, com toda consciencia de que vão restar algumas sardas, pra lembrar do Sol que um dia queimou a pele que agora cai.
Era um texto longo, que quase nada dizia. E isso me incomodou tanto a ponto de me tirar da cama para reescrever a postagem do momento.
Esse é o momento! Deixar tudo pra trás, esse excesso de saudade, de sentimento e principalmente as mágoas e lágrimas. Não quero mais!
Quero ficar nua desses sentimentos todos e procurar uma nova roupagem. Indefinida ainda, despretenciosa, mas que seja nova, novinha em folha.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Uma grande notícia

De todas as novidades desse novo ano, talvez a mais importante, a mais empolgante: minha irmã está esperando neném! Pois é, vou ser tia de verdade!
Não dá pra explicar a alegria que sinto, a renovação na alma e nas gerações. Um herdeiro! Seja do patrimônio físico ou genético. Uma criança, seja menino ou menina, que já é amada e esperada.
Com a expectativa, vem uma estranha sensação de novo sentido para vida. Afinal, um sobrinho é uma "aquisição" pra toda vida. Falo em aquisição entre aspas para poder destacar que é algo nosso, mas não porque a gente compra ou pede, mas porque a gente ganha. E é uma coisa que nem é nossa, mas também é mto nossa. E temos que cuidar tb, ajudar a educar e acompanhar o crescimento.
Eu só tenho uma irmã, mais nova e cheia de cuidado e atenção. Desde que nasceu que eu cerco ela de proteção, porque sempre teve a saúde mais debilitada, sempre foi menor e mais franzina que eu. Sempre foi mais bobinha na vida e acho que até hoje não alcançou a maturidade da sua idade. E como sempre fiz, estou eu aqui, cuidando e protegendo... e me alegrando por esse grande presente: um sobrinho!
Já estou babando e imaginando as infinitas coisas que vamos fazer. É maravilhosa essa sensação de alegria por uma nova vida que vai se agregar à minha!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Na solidão do meu apartamento, ouço apenas o barulho dos carros na avenida. A garôa que caía já não me faz mais companhia. Fico a sós comigo, e estranhamente não me incomodo.
Algumas lembranças suspensas na mente, que mal consigo me concentrar no que escrevo agora. Pessoas com quem estive há pouco, hoje ou ao longo da semana.
Meu corpo cansado pede cama, mas a cabeça, meio tonta, insiste em não atender esse reclame.
Quero ficar acordada e estar com quem sinto saudade. Ah! Mas são tantas saudades! Nem sei como cabem no meu peito.
Sigo tentando me acostumar com algumas e diminuir outras. Mas vou seguindo. Algumas vezes só, outras mais sozinha ainda, embora sempre com o coração cheio, nem que seja de saudades.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Sentimento Eterno

É sempre bom te encontrar, e conversar, e aproveitar esse tempo raro que temos.
Reviver momentos e alguns sentimentos. Nem precisa falar do ontem, mas do hoje, como estão nossas vidas. O ontem fica sempre suspenso nessas situações, como o sereno, que não se vê mas se sente.
A todo momento a estranha surpresa de que está tudo igual a sempre. As mesmas manias, chatas ou engraçadas. As mesmas! É como se o tempo não tivesse passado pra nós.
Tão bom sentir isso, tão bom ter vc perto, poder te tocar, te abraçar, embora evite esse tipo de contato para minha própria segurança.
Apesar de bom, essa coisa toda ainda me assusta. Acho que não me acostumei a essa paz desavisada entre nós. Aliás, ainda não me acostumei a um monte de coisas depois de vc, sem vc.
Bom saber que vc está bem, apesar d'eu acreditar que não esteja tão feliz qnto eu acho que merece. Saber dos planos... me alegra mais a atitude do querer contar do que os planos em si. De alguns, claro!
Mas torço por vc, mesmo assim. Desejo com todas as forças a sua felicidade.
Isso não é uma declaração, nem uma confissão de fraqueza, de que quero vc novamente. Só preciso contar um grande segredo ao mundo: que sentimento eterno existe!!! Não sei se posso chamar de amor, pois vc sabe bem que não gosto de denominar essas coisas imateriais. Só posso afirmar com certeza isso, que sentimento eterno existe. É esse que eu sinto por vc!
Posto a todas as provas, passando pelas maiores dificuldades, tempo, distância, confiança, sinceridade. Tenho certeza que, depois disso tudo e outras coisas mais que a gente bem sabe, esse sentimento resistirá à eternidade!

sábado, 10 de janeiro de 2009

Reencontro

Enfim te encontro...o amor!
Encontro nas lembranças...as mais belas!
Lembro tanto do gosto, da maciez da pele, do carinho, da voz.
Sinto teu amor, aqui bem perto, como era antes. O cuidado. Os momentos divididos, cada briga, cada reconciliação. Lembro da textura da pele. Cada detalhe... só não lembro mais do teu cheiro.
Forço, insisto...mas não lembro mais do cheiro, que tanto me marcou. Não sei se fico feliz o triste. Feliz por não precisar recordar quem tanto me fez sofrer, mas triste por não lembrar de um cheiro que eu tanto amei.
Choro sozinha, pela lacuna da lembrança, pela lacuna na cama. Choro com saudades de vc.
Como folha que cai da árvore e vaga ao sabor do vento, assim sou eu, cheia de saudades, mas refeita, pronta pra amar mais uma vez.
Enfim te reencontrei, AMOR. Mesmo que mágoas tenham existido, mas sei que vc aconteceu. E foi puro e forte, como eu jamais senti.
E ainda te amo... tanto, só que de uma forma difente.
Obrigada por me deixar essas boas lembramças!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Quatro sentidos

Sentada na minha varanda, vejo o rio refletindo as luzes da cidade. Pelas ruas, há tb luzes de sirenes e de pisca-piscas ainda não retirados. Vejo umas crianças brincando no parquinho aqui na frente, preocupadas apenas com o final das férias. Há pessoas caminhando, num vai-e-vem desordenado, cada uma com seus motivos para praticar exercício.
Da minha varanda escuto o barulho da rede a balançar na varanda de cima. Barulho de carros, das crianças e de buzinas.
Da minha varanda eu sinto o cheiro ruim do rio, o cheiro da cidade grande, da torrada de alho recém-saída do forno, do meu cabelo lavado, cheiro das plantas da vizinhança que não desiste de lutar contra todos esses outros cheiros.
Aqui sentada, eu sinto o vento frio da noite, que vem forte e bate no meu rosto sem aviso nem dó. Emaranha meus cabelos e esfria minha pele. Sinto uma saudade de quem está longe, de quem nem tão longe assim está, de quem acaba de me ligar, de quem vou ver amanhã e de quem talvez nunca mais veja. Sinto uma vontade de estar com alguém, não sei quem, só pra compartilhar esse momento de observação.
Procuro na caixa das lembranças um momento assim. Não encontro. É tudo novo, tudo tensão e atenção. É tudo maravilha da descoberta.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Para onde foi o amor??

Há mto não consigo escrever sobre amor. Sequer consigo falar...
Depois que minha Nina se foi, parece que meu coração enrigeceu, quase já não bate. Difícil sentir, seja lá o que for. Até a raiva tornou-se volátil, não dura mais que 5 minutos.
Nem as lembranças ajudam a reproduzir esse sentimento que morava em meu peito. Simplesmente não restou vestígio.
Sem amor, mas tb sem raivas, sem amarguras. Sigo como um caderno novo, com folhas em branco. Sem passado, mas com pretenção de rabiscar cada espaço vago.
Mais um dia desse ano novo que escrevo meu presente. Sem grandes acontecimentos, mas com cada risco consciente.
Com paciencia, espero o amor passar por aqui novamente. Enquanto espero, vou me cuidando para que dessa vez ele se demore mais.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Ano Novo, de novo!

Primeira postagem do ano e eu nem sei sobre qual tema escrever. Foram tantos acontecimentos que mexeram comigo que nem sei a qual deles dar mais atenção.
A começar por um reveillon sem cara nehuma de festa de fim de ano. Parecia mais uma festa qualquer. Mas desconfio que o preblema era comigo e não com a festa. Estava fria, cética, sem querer pensar em mta coisa.
Os dias que se seguiram foram de mais farras normais, algumas intrigas, casamento(não o meu), gente de longe, gente de mto perto...o povo de sempre.
Até culminar numa discussão de cinema, com direito a gritaria e tapa na cara. Não na minha, claro. Eu que dei e me arrependo só de não ter empregado mais força. O rosto contemplado: da minha irmã.
Nossa prrimeira briga de convivência. Ditar regras, todo mundo quer. Mas segui-las, eis o problema! E nisso envolve toda aquela discussão de que eu sou diferente. E parece até que por isso tenho que ser "domesticada" com regras que só servem pra mim.
Aceitar as diferenças. Coisa mto difícil. E olha que nem mostrei quão diferente eu ainda posso ser. Enqnto as pessoas estão mais preocupadas com o que os vizinhos vão pensar do que com seus próprios sentimentos, ou com os sentimentos de quem divide o teto com vc.
Eu vou de encontro a isso, como a mtas outras regras impostas pela sociedade, e por isso ganho um rótulo de "doida", "inconsequente", e até de "Rippie". Acho até engraçado. Como se fosse o maior dos pecados ser diferente. Como se o que sempre fez essa humanidade caminhar não fosse essa mesma diferença que hoje me isola e me deixa em posição desfavorável dentro da minha própria casa.
Os anos passam e essas diferenças só tendem a crescer...